Instituto de Cinema de SP

Sobre nós

O Instituto de Cinema é a realização de um sonho que começou em 2006, onde um coletivo de artistas, profissionais técnicos da arte e acadêmicos que passou a discutir como construir uma ponte real entre uma arte reflexiva e provocativa, mas ao mesmo tempo comercial e acessível ao maior número de pessoas possível.

Depois de muita leitura, discussão e experiências incríveis, nasceu nossa escola. O grupo se mudou para “a casa da esquina”, a hubart de produção no cruzamento da Henrique Shaumman com a Teodoro Sampaio e hoje tem conexões e parcerias em vários estados e no exterior (como a Modern School of Film em Los Angeles e a Primary Stages em NY).

Aliando teoria e prática de maneira responsável e crítica somos uma escola de cinema e arte com cursos desenhados a partir uma metodologia original de ensino, com materiais didáticos produzidos por nós e professores alinhados com nossa história e ativos no mercado, trazendo o DNA para provocar o mundo com educação, reflexão, política e arte.

Nosso Espaço

Em nossa sede o Instituto possui três salas de aula no prédio da Henrique Schaumman e duas no prédio da Benedicto Calixto. Na sede possui uma pequena biblioteca e dvdteca disponibilizada aos alunos e ainda possui um estúdio de gravação e edição para aulas específicas.

Operahaus e o Instituto de Cinema

A Operahaus é uma produtora que fomenta e nasceu junto com o Instituto de Cinema. Recentemente contemplada no edital de Núcleos Criativos do Fundo Setorial do Audiovisual na ANCINE, ela é uma rede de produção conteúdo e audiovisual e busca imprimir sua marca no cinema, na publicidade, no teatro e teatro musical, na música e nas artes plásticas, agregando artistas e intelectuais a seu manifesto e propondo uma posição esclarecida, consciente e ousada na forma de fazer e na linguagem de fazer arte no Brasil.

A relação entre o Instituto, a Opera e seus parceiros possibilita uma experiência única de empresa-escola, trazendo o que há de mais novo na produção de audiovisual para a sala de aula e não se furtando em construir uma consciência crítica sobre as mudanças e seus processos.

O projeto pedagógico: sensibilidade, técnica e ação

Todo processo educativo é uma intervenção política na vida dos indivíduos, produzindo e reproduzindo socializações com seus saberes e reposicionando, educador e educando no mundo. Assim, apresentamos um resumo de nosso projeto político pedagógico como uma carta de intenções, de caminhos que construímos para nossos processos educativos na direção de nosso manifesto, crenças e posições diante do mundo.

A tríade do artista e da arte

A semântica de arte em nosso tempo é bastante polissêmica. Trata-se, portanto, de uma noção. Acreditamos ser necessário assumir uma posição, um ponto de partida. O nosso é pragmática, mas nem por isso objetivo. Arte, para nosso coletivo, surge de elementos inidentificáveis e, subjetivamente mensuráveis, quais sejam:

  • Sensibilidade – o quem – uma gradiente de percepção e interpretação do meio e emancipação do meio, consciente ou não, condicionando a ação do artista.
  • Técnica – o como – obras realizadas a partir de uma gradiente de técnicas e habilidades reconhecidas no campo artístico.
  • Ação – o que – fazer é essencial para a concretização do artista. Ele só o é depois deste fazer.

A sensibilidade, a inspiração e a técnica, para nós, são a tríade constitutiva da identidade do artista e de sua obra, são o sentido de nosso projeto político pedagógico e o significado das três pequenas esferas de nosso logo.

Ser artista pressupõe uma compreensão e\ou interpretação da condição humana, construindo um olhar em seu tempo e espaço. Acreditamos que o grau de criticismo e, portanto, transformação, depende da emancipação intelectual e política deste artista sobre sua própria condição. A motivação em fazer arte nasce da angústia, da paixão, da dor ante a esta condição. Dela se deriva a busca pela síntese da beleza, da pedagogia, da expressão pura e simples de qualquer obra. As referências artísticas aguçam a sensibilidade, estabelecendo diálogos internos que fazem parte da motivação. A pergunta do poeta alemão Rilke, em Cartas a um jovem Poeta, “você morreria se não pudesse escrever? ”, incita o postulado: o indivíduo é artista quanto mais indissociável este um é de seu outro.

A percepção artística de nosso grupo busca reconstruir alguns sólidos, na humanização e na politização da arte, buscando diálogo com todas as técnicas de produção desenvolvidas até aqui, e porque não dizer, buscando assumir um lado na dialética truncada de nosso tempo.

Sempre por agora, sempre em movimento, isto é o Instituto de Cinema.